Academia PNA

A Academia do Plano Nacional das Artes é uma das medidas enunciadas no Eixo B – Capacitação, do Plano Estratégico e tem como principal objetivo capacitar professores, mediadores e criadores culturais para a pedagogia das artes e do património, numa perspetiva transdisciplinar com foco em manifestações e linguagens artísticas.

As mudanças na Educação e as tendências da sociedade exigem aos agentes educativos inovação e adaptação de práticas pedagógicas capazes de levar as crianças e jovens a mobilizar o conhecimento em ação, de modo a que desenvolvam as
competências enunciadas no Perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória. Destacamos a sensibilidade estética, pensamento critico e a criatividade..

A oferta de formação disponibilizada no Portefolio da Academia PNA, tendo como formadores artistas, especialistas e investigadores, proporciona uma formação em que a articulação de conteúdos, de várias áreas disciplinares, apoiada em estratégias integradoras, com recurso a manifestações artísticas, abre novas oportunidades e novos suportes no aprender a aprender.

Ao longo do presente ano lectivo, o Portfolio da Academia PNA e a sua bolsa de formadores, em colaboração com Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE), municípios e organizações culturais, disponibilizou um conjunto de ações de formação online, por todo o território continental e ilhas, que fomentam a transdisciplinaridade e proporcionam metodologias inovadoras, contribuindo para a transformação digital de práticas criativas tendo abrangido cerca de 1500 agentes educativos.

Destaca-se o importante papel dos CFAE’s, a quem foram cedidas 92 ações de formação, tendo-se realizado um trabalho colaborativo facilitador da multiplicação da pedagogia das artes e do património.

Tiveram já lugar 10 ACD, Projeto cultural de Escola do PNA, abrangendo dezenas de municípios e centenas de educadores, artistas e mediadores culturais.

Estão previstas, ainda, este ano letivo mais 3 ACD, estando já agendadas para setembro e outubro, outras 5. Realizar-se-á, também, em setembro o 2ª Encontro PCE, onde a rede de Escolas PNA, apresentará uma mostra de práticas inovadoras desenvolvidas no âmbito da transdisciplinaridade pela pedagogia da arte e do património.

Testemunhos

 A receção inicial da formação foi de grande expectativa com recorrentes comentários sobre a escassez de oferta formativa no âmbito das artes e dos temas apresentados no plano da mesma.

O funcionamento online foi eficaz e os trabalhos foram realizados com ânimo. O carácter lúdico e prático de alguns dos exercícios propostos complementou a vertente teórica de contextualização de História e Teoria da Arte.

A resistência inicial à criação artística pedida aos formandos manteve-se, mas algumas barreiras foram sendo ultrapassadas e os resultados foram entusiasmantes.

As sessões finais, de partilha entre formandos foram muitíssimo enriquecedoras e a proposta de relacionamento interdisciplinar foi cumprida por vários formandos, que trabalharam temas comuns a EV / EVT, Matemática e Ciências da Natureza, muitas vezes em grupos de disciplinas diferentes.

Vários tiveram mesmo a possibilidade de implementar as suas propostas em contexto de sala de aula, criando grande entusiasmo nos restantes colegas para o fazerem também no futuro. Esta partilha horizontal de exercícios, actividades e recursos pedagógicos deu a oportunidade aos formandos de partilhar as suas propostas de leccionação e absorver ou adaptar práticas de ensino novas, uns dos outros.

Acreditando que as formações foram produtivas e melhoraram a panóplia de estratégias dos Professores, é para mim evidente que a partilha de conhecimento entre eles foi também uma momento chave das sessões e, sem dúvida, profundamente enriquecedoras para o Formador».

Simão Palmeirim  formador da Academia PNA, Investigador no CIEBA(Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes ) e IELT ( Instituto de Estudos de Literatura e Tradição )

A inclusão da Arte nas aulas de Matemática através da articulação com os conteúdos é importante para que os alunos possam aprender novos processos, novas formas de expressão contribuindo assim, para uma aprendizagem mais agradável e significativa. O ensino da Matemática necessita de abertura e interação com outras áreas do saber. É importante torná-lo mais belo e apelativo, leve e motivador, para que atraia e não continue a repelir. Cumulativamente, permite aos alunos o contacto com referências culturais e artísticas, onde se incluem a azulejaria e calçada portuguesa, a arte egípcia e a arte gótica, entre outras».

Formando da Ação de formação  «Arte e Matemática»

 

É pois, com imensa satisfação que, enquanto responsável por esta instituição, tenho colaborado com o PNA na acreditação de um já vasto conjunto de ações planeadas por artistas e especialistas nas diferentes áreas da educação cultural, posteriormente colocadas à disposição de todos os centros de formação do país. Tivemos este ano letivo a oportunidade e o privilégio de implementar algumas das formações do portfólio do PNA e pudemos testemunhar o entusiasmo dos docentes quando desafiados a olhar para as artes e o património enquanto palcos privilegiados de aprendizagens, de desenvolvimento da imaginação sensível, de desafio do pensamento criativo e crítico. O olhar novo que estas abordagens trazem é incontestavelmente uma mais-valia para as escolas, constituindo-se como ajudas preciosas para alcançar a almejada e imprescindível aliança entre cultura e educação».

Agripina Carriço Vieira, Diretora do Centro de Formação “Os Templário